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Tubulações expostas agregam personalidade, funcionalidade e estética industrial aos espaços

Foto divulgação/Edson Ferreira

As instalações elétricas aparentes estão em alta. Afinal, elas conferem originalidade aos projetos com um estilo urbano e dialogam com o conceito industrial nas propostas contemporâneas.


“As instalações aparentes em tons metálicos e escuros têm muita personalidade e remetem ao estilo industrial, que surgiu em Nova York, nos Estados Unidos, nos anos 1950, quando antigas fábricas passaram a dar lugar aos apartamentos. Quando pintados em tonalidades mais claras e, até, na mesma cor que os tetos e paredes, aliados a materiais e revestimentos mais nobres, os conduítes garantem um clima mais tradicional e leve”, esclarece o arquiteto mineiro Júnior Piacesi.

Foto divulgação/Gustavo Xavier

Na opinião da arquiteta Vanessa Féres, de São Paulo, SP, o recurso adiciona um ar rústico e descontraído. “Metálicas, as tubulações dão um ar mais fabril; pintadas na tonalidade preta, ficam mais modernas e os tons branco ou vermelho deixam a proposta mais divertida.


Além do aspecto estético, o recurso agrega inúmeros benefícios, principalmente, nas reformas, pois evita quebra-quebra, facilita as manutenções futuras e pode trazer economia a longo prazo. Uma das principais vantagens é a facilidade em mudanças no layout do ambiente, dispensando obras em alvenaria e quebra de paredes e pisos.


Foto divulgação/Edson Ferreira

Além disso, viabiliza o acesso à infraestrutura de condutores para a realização de manutenções na rede. Tudo começa no planejamento. “A instalação aparente mal planejada e mal executada pode dar um aspecto de "obra", de confusão e, até mesmo, limitar o campo de visão”, alerta o arquiteto. Economizar na colocação pode expor os moradores a graves acidentes.


Primeiramente, segundo Piacesi, é importante que o arquiteto e o morador avaliem as necessidades dos ambientes em termos de quantidades de tomadas, interruptores e pontos de dados. Na sequência, deve-se consultar um profissional qualificado de nível técnico ou superior, com registro no CREA, que verificará as cargas para não sobrecarregar a rede existente ao ampliar os pontos de alimentação elétrica e de iluminação.


O projeto deve contemplar todas as necessidades de tomadas, interruptores e luminárias do ambiente, bem como o sistema de segurança com disjuntores compatíveis. Um alerta ressaltado por Vanessa é o cuidado na definição do percurso a fim de não criar conflitos com outros elementos da decoração, como uma marcenaria ou um sofá, que pode representar perda de espaço.


Foto divulgação/Vanessa Féres

Outro aspecto, de acordo com a arquiteta, refere-se à coerência entre o recurso e a linguagem do projeto. “Não adianta ter esses elementos em apenas um ambiente. Deve-se analisar, também, se deseja colocar o interruptor em uma caixa externa. No geral, é uma peça mais bruta, mas existe a possibilidade de deixa-lo embutido, independente das tubulações externas.”


OS APETRECHOS

O projeto desenvolvido pelo engenheiro eletricista também define os materiais, tipos e dimensionamentos de canaletas a serem utilizados. O material dependerá da finalidade da instalação, indicada pelo profissional qualificado. A dica é sempre escolher produtos normatizados. No mercado, existem canaletas de PVC, eletrocalhas, conduletes de alumínio, tomadas e interruptores de sobrepor. Para regiões litorâneas, os eletrodutos de aço galvanizado a fogo são indicados por sua resistência. Os de PVC também não sofrem ação da maresia. No comparativo com as instalações tradicionais, o custo é ainda elevado, pois se exige mão de obra especializada e os materiais empregados são mais caros que os conduítes de PVC usados para a passagem de fios embutidos nas paredes.


Post retirado da edição 203 da revista Construir, quer conhecer mais?








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